Vou direto ao ponto:
Já está na hora dos professores se conscientizarem que a forma retrógrada de dar aulas ( "o famoso cuspi e giz") já não cabe mais em nossas escolas. Cada vez mais precisamos planejar para a diversidade. É fato que ninguém é igual a ninguém, que cada um aprende de uma maneira, e que cada indivíduo apresenta algumas competências mais aguçadas que outras (Teoria das Inteligências Múltiplas).
Um indivíduo que tem uma competência lógico-matemática acentuada nem sempre possuirá, por exemplo, competência musical ou lingüística também acentuadas. Contudo elas, as competências, estão lá aguardando por estímulos. E somos nós, os professores, que temos o dever de despertá-las e mais, utilizar as competências de cada aluno para levá-los à aprendizagem.
Não estou dizendo que todos devem ser bons em tudo, e sim que se aproveitarmos todas as inteligências, e planejarmos para atender as diversas competências caminharemos para levar o sucesso não só a alunos com deficiência e como a todos da classe.
Neste sentido, pensando nas deficiências, se levarmos em consideração apenas as competências linguísticas e
lógico-matemáticas aplicadas "à moda antiga" certamente a inclusão se tornará um bicho-de-sete-cabeças e o fracasso algo certo na vida do educando (e dos pais também).
Fiquem antenados professores! A inclusão é o futuro.
Alessandra Buiça