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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Frase do mês

Coloquei na sala de recursos, afixada no quadro, uma frase que dizia assim: "Quem esta frase conseguir ler, o doce que está na caneca verde poderá comer." A frase ficou por lá durante algumas semanas e mesmo tendo alunos leitores fluentes eles não a perceberam. Notei então que apesar de estarem lendo ainda não haviam dado sentido social a leitura. Então comecei a instigá-los com textos que os incentivavam a fazer algo, como por exemplo o livro: "Samanta gorducha vai ao baile".
Ainda assim eles não perceberam a frase. Foi quando um dia disse:"a leitura serve para entendermos tudo que está a nossa volta. Em nossa sala cada frase e cada palavra nos diz algo" e fui exemplificando apontando palavras e frases. Até que disse: "há em nossa sala uma frases que colei há algumas semanas e ninguém percebeu que ela estava lá e ela vai dar uma surpresa para quem a ler".
Inquietação geral: "onde, onde?"
Até que dois alunos, Alysson e Matheus, a encontraram ao mesmo tempo. Nesta o Alysson levou a melhor porque leu, interpretou e agiu. E nem as barreiras da sua deficiência física (ele anda com o auxílio de um andador) o seguraram. Levantou cambaleando e se escorando pelos móveis da sala e alcançou a tal caneca verde onde tinha um doce. Parabéns Alysson você é um herói!!!!!!



sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sala de Recursos

              Na Sala de Recursos os alunos com deficiência encontram atividades diferenciadas e adaptações curriculares que tem como objetivo principal eliminar as barreiras de acesso ao ambiente escolar e à apropiação de conhecimentos.

             O que você verá a seguir são algumas atividades realizadas na Sala de Recursos Multifuncional (SRM) do Ciep 1º de Maio propostas para alunos com deficiência física, visual e intelectual (público atual desta SRM).

                                                           Aluno Alysson do 2º ano.


Alysson tem deficiência física oriunda de paralisia cerebral, com inteligência preservada. A paralisia lhe trouxe dificuldades motoras nos braços e pernas. Contudo, já no primeiro ano percebi o potencial de leitura e escrita dele. Então, investi em atividades utilizando o alfabeto móvel (foto) e o computador. Hoje ele lê pequenos textos e sua produção escrita é registrada com o auxilio do computador (inclusive para realizar as avaliações da Rede).




                                                   Aluno João Gabriel - 1º ano
O João tem deficiência visual, no entanto, tem um potencial auditivo muito bom. Consegue identificar o som das letras nas palavras é comunicativo e gosta muito de aprender coisas novas. Está aprendendo as primeiras noções de braile, além de usar o DOSVOX (programa de computador para deficientes visuais -ele adora fazer campeonato de tabuada (foto)).






Aluno Matheus - 2º ano
Matheus tem Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD -Autista atípico). Sempre percebi o grande potencial para leitura e escrita que ele apresentava e investi em atividades diversificadas: leitura de livros infantis, uso do caderno, jogos educativos, etc e, agora que contamos com o apoio dos computadores doados pelo MEC, realizamos várias atividades interativas (foto). Hoje ele lê textos e livros infantis, escreve frases espetaculares e produz histórias através da organização de sequências.

 Aluno Matheus - 2º ano





Aluno Pedro Lucas 2º Ano
O Pedro Lucas tem deficiência intelectual e está em processo de alfabetização. Além das atividades com as letras e números, desenvolve habilidades de coordenação motora e lateralidade com atividades de artes e dança, visto que, estas trabalham seu corpo de maneira global. Adora usar o computador e tem uma inteligência musical fantástica. Acho que teremos um novo Beethoven!

                                               Alunos: João Gabriel - 1º ano e Alvim - 3º ano

Ambos tem deficiência visual e grande vontade de aprender. Utilizam o quadro valor de lugar-QVL-e o Material dourado (foto) para realizarem diversas atividades matemáticas.



                                                  Alunos: Wellington e Vitor Hugo-5º ano

O Vitor Hugo tem Sindrome de Prader Willi que lhe trouxe dificuldades da fala, aprendizagem e psicomotoras. Várias adaptações são apresentadas para garantir a esse aluno acesso ao curriculo de forma que estes possam contribuir para sua autonomia na vida social. Invisto, principalmente em atividades concretas, que tragam a realidade dos curriculos para o mais próximo possível da realidade como neste projeto. Trata-se do projeto "Rio Cidade Maravilhosa" que visava utilizar várias formas de comunicação (tátil, visual e sonora) para atender a todas as deficiências. Já o Wellington é um aluno muito querido que muitas vezes apoia o Vitor na realização das atividades.

                                               Projeto Rio Cidade Maravilhosa

                                                       Projeto Rio Cidade Maravilhosa


                                                           Tárik Victor- 7º ano
O Tárik tem deficiência visual devido ao glaucoma. Entre outras adaptações está prendendo braile e a manusear o computador, principalmente  o Dosvox.



                                               Matheus- atividade de produção de texto

sábado, 2 de abril de 2011

Os tempos são outros...

Vou direto ao ponto:
Já está na hora dos professores se conscientizarem que a forma retrógrada de dar aulas ( "o famoso cuspi e giz") já não cabe mais em nossas escolas. Cada vez mais precisamos planejar para a diversidade. É  fato que ninguém é igual a ninguém, que cada um aprende de uma maneira, e que cada indivíduo apresenta algumas competências mais aguçadas que outras (Teoria das Inteligências Múltiplas).
Um indivíduo que tem uma competência lógico-matemática acentuada nem sempre possuirá, por exemplo, competência musical ou lingüística também acentuadas. Contudo elas, as competências, estão lá aguardando por estímulos. E somos nós, os professores, que temos  o dever de despertá-las e mais, utilizar as competências de cada aluno para levá-los à  aprendizagem.
Não estou dizendo que todos devem ser bons em tudo, e sim que se aproveitarmos todas as inteligências, e planejarmos para  atender as diversas competências caminharemos para levar o sucesso não só a alunos  com deficiência e como a todos da classe.
Neste sentido, pensando nas deficiências, se levarmos em consideração apenas as competências linguísticas e
lógico-matemáticas aplicadas "à moda antiga" certamente a inclusão se tornará um bicho-de-sete-cabeças e o fracasso algo certo na vida do educando (e dos pais também).
Fiquem antenados professores! A inclusão é o futuro.
Alessandra Buiça